Robert Greene

As 48 Leis do Poder · Lei 29

O desfecho é tudo. É ele que determina quem fica com a glória, o dinheiro, o prêmio.

  • Lição — O mérito não é medido no ponto de maior esforço, e sim no ponto de chegada.
  • Impacto — Reordena a atenção: quem colhe importa mais que quem trabalhou.

As 48 Leis do Poder · Lei 29

Elas podem acreditar que estão pensando em tudo até o fim, mas estão na verdade focalizando apenas o final feliz, e se iludindo com a força do seu desejo.

  • Lição — O plano da maioria é um desejo com etapas. A diferença é que o plano prevê o que dá errado.
  • Impacto — As três perguntas que Greene sugere: haverá consequências não previstas? Surgirão novos inimigos? Alguém vai tirar proveito do meu esforço? Ver O Plano — O Que Eu Vim Fazer Aqui.

O caso

Thiers, perdendo a eleição de 1848, apoiou Luís Bonaparte — que parecia meio imbecil e serviria de marionete até ser empurrado para fora de cena. Bonaparte foi eleito, dissolveu o parlamento três anos depois, declarou-se imperador e governou a França por dezoito anos.

  • Lição — O plano funcionou perfeitamente até o ponto em que Thiers tinha planejado.
  • Impacto — O erro não foi de execução. Foi de horizonte.

Saber parar

As 48 Leis do Poder · Lei 47

O momento da vitória é quase sempre o mais perigoso. No calor da vitória, a arrogância e o excesso de confiança podem fazer você avançar além da sua meta e, ao ir longe demais, você conquista mais inimigos do que derrota.

  • Lição — Não ter uma ideia concreta do objetivo é o que impede reconhecer que ele foi alcançado.
  • Impacto — “Não entrar é tão mais fácil do que ter de sair” — Montaigne, citado por Greene.

O inverso

Greene diz que esta lei não tem inverso, mas faz uma ressalva: plano rígido demais não sobrevive à mudança de sorte. Depois de decidida a meta, aumentam-se os caminhos até ela — não o número de metas. É a mesma disciplina de Concentração de Forças.


Fontes

As citações acima vêm de: